sábado, 25 de outubro de 2008

Segundo dia

Começou com pé direito com o show da Esperanza Spalding, incrível o que ela faz. Toca baixo acústico, elétrico e canta com desenvoltura. Esperanza levantou a platéia com seu jazz com toques "spiritual". Uma boa versão de “Ponta de Areia” de Milton Nascimento e Fernando Brant também contagiou. A boa participação do guitarrista Chico Pinheiro foi excelente. Muito bom também o tema em três em que ela somente cantou acompanhada do piano, infelizmente não sei o nome... ignorância minha.

Dali fui ver Kanye West. Interessante ver uma produção desse porte, embora não seja muito a minha parada. Kanye faz uma espécie de ópera moderna, com cenário futurista com enormes telões e projeções. Cafona como é a ópera. Uma grande produção pop.

Sai para ver o National, bastante interessante. Dois metais, um tecladista que também toca violino, muito bom de ver. O público reagiu animado, provocando o comentário “Thank you internet” feito pelo vocalista Matt Berninger, que ilustra bem a importância da rede nos dias de hoje, tanto pra eles quanto pro MGMT que viria depois. Mas isso eu comento daqui a pouco.

Perdi Stacey Kent, mas cheguei para ver Carla Bley que tanto esperava. Vou comentar num post separado para poder me alongar.

MGMT foi muito bom. O psicodelismo do álbum fica bem mais evidente ao vivo: os trejeitos a la T-Rex, as boas canções, tudo rendeu muito bem. Show irrepreensível. Nas músicas “Electric Feel” e “Time to Pretend” o público reagiu como se reagisse a hits de rádio mostrando mais uma vez na noite a força que a disseminação das músicas na internet tem, como havia comentado Matt Berninger antes.

Finalizando a noite, Instituto tocando o repertório dos discos do Tim Maia Racional, além de outra músicas como “Ela Partiu”. A banda é um time dos sonhos: Pupillo do Nação Zumbi na bateria, Catatau e Rian do Cidadão Instigado, Ganja no piano elétrico, são alguns dos destaques. Cantando: Simoninha, minha amiga Thalma de Freitas, Curumin e o maravilhoso e inestimável Carlos Dafé.

Dafé é incrível e vê-lo é sempre bom. Ele é um grande cantor, adoro seus dois primeiros discos, são clássicos do movimento Black Rio. Além de um disco que é pouco comentado do grupo Fuzi 9, do qual ele fazia parte. Uma banda de fuzileiros.



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